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O meu amor partiu

Já não me desespero, não me descabelo mais;
Já não espero que esperes por mim;
Já não quero que me queiras, nem quero querer;
Já não sinto não sentir-me tua. Sinto-me bem assim. Inteira.
.
.                                     Ressentimento pressentido,

Envolvimento anunciado,

                                 Corpos corrompidos,

.

Mudos, surdos, desconfigurados…
Passos descompassados,
Sentidos deturpados,
Caminhos desencontrados,
Tortos, curvos, mal sinalizados…

Parti, partida.
Acabei, acabada.
Venci, vencida.

.

Entre partir e ficar existe apenas uma porta, mas entre amar e odiar existe, no mínimo, um coração.

 
.
 

.

..

O meu amor partiu
Cansou dos meus vícios
E mesmo que amanhã ele volte com outro feitiço
Hoje, o meu amor partiu
E nada vai
Nada vai mudar isso

‘Nada vai mudar isso’  – Paulinho Moska

 
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Publicado por em 08/09/2011 em Ahhh sei lá, entende?!

 

..mas não diga nada, que me viu chorando…

…e se puder me manda uma notícia boa.

 
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Publicado por em 29/07/2011 em Videos

 

Acordo a noite, sinto calor. No coração, um vazio.. O que preciso, não acho. Quem procuro, se perde de mim. No final das contas, preciso mesmo seguir sozinha. Durmo o dia..

 
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Publicado por em 29/07/2011 em Estrambótico Cotidiano

 

Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí..

 

 
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Publicado por em 26/07/2011 em Estrambótico Cotidiano

 

“..a beleza que não é só minha…”

Sinal virou farol, biscoito virou bolacha. carteira virou carta, cerva virou breja, Itaipava virou Schin e a praia ficou longe…

Meio fio virou guia, “cara” virou “meu”, “mermão” virou “meu”, “brother” virou “meu”, tudo virou meu! Ah.. e o pão doce, aquele, que não é feito de açúcar.. esse ficou longe..

O tranquilo ficou suave, o nervoso virou Giraya, o complicado ficou embaçado, o relax ficou sussa.. Tudo mudou, menos eu.

Não sento mais ao lado de Drummond, não pego mais a Serra, não vou à Lapa com a Amélia ou vejo o pôr do sol no Arpoador.. Mas isso, isso tudo continua sendo muito meu!

 
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Publicado por em 03/06/2011 em Estrambótico Cotidiano

 

Soneto do momento imperfeito

Prefiro você assim, de cara limpa,
Rasgando o verbo, descendo do salto.
Assim, sem batom, sem esmalte, sem malas,
Com seu tom exacerbado, contrariando a língua.

Prefiro você assim, perto de mim,
Abrindo portas e se perdendo nelas.
Prefiro você assim,
Sem malabares, nem trampolim.

Assim, sem côrte ou terço,
Orando de forma indulgente,
Pedindo proteção à eles,
Contra poça ou tropeço.

Prefiro você assim, natural
Assim, pecadora e real.

 
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Publicado por em 26/05/2011 em Estrambótico Cotidiano

 

Sinto frio


Sinto um frio febril que faz tremular todo meu corpo, numa corrente interminável. Vejo em cada poro, a energia saindo aos poucos. Sinto frio.
Bato o queixo, não sei se de frio ou de medo do negativo. Termômetros já não me dizem nada, sinto frio, na pele.
Sinto minhas roupas geladas, elas não me aquecem, elas não me aquecem..
Sinto frio e não alcanço seu colo, sinto frio e não alcanço meu cobertor, sinto frio e não alcanço meu copo. Não alcanço… me canso. Caio.
Vejo o sol despontando, me exponho a ele, mas meu corpo não para de tremer. Minhas mãos suam geladas, meus pés endurecem, eu sinto frio.
Sinto frio e sinto ele entrando por mim, passando por minhas veias dilatadas, circulando, circulando, circulando.. Numa cadeia fria e incessante.
Preciso entrar na caverna para me aquecer e não enlouquecer. Essa aqui me parece boa.. Vou indo, antes que vire uma pedra de gelo.. qualquer dia eu saio, saio, aio, aio, aio, aio….

 
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Publicado por em 21/05/2011 em Estrambótico Cotidiano