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Arquivo da categoria: Estrambótico Cotidiano

Eu faço drama

Eu faço drama, faço música, saio do tom.. e a poesia me faz.
Gosto da complicação. Simplesmente por não entendê-la.. ou não.
Gosto de me perder, de me jogar nas palavras sem fim e brincar com elas.

Eu faço a cama, me deito, não durmo, mas sonho..
Gosto de pensar em sonhos como uma parte da realidade paralela na qual eu costumo transitar.
Gosto de pensar na realidade como pequenos fragmentos de meus sonhos insanos.

Eu faço drama e o drama me faz urgente.

 
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Publicado por em 19/04/2013 em Estrambótico Cotidiano

 

Para a Ervilha da M.A.

Estou aqui novamente.. e acho que qualquer coisa que eu diga parecerá repetitiva, afinal a ausência estará sempre presente.. eu chego e vou embora o tempo todo.. mas o coração nunca está de passagem. Nele ficam apenas poucas pessoas.. e você sempre está nele, sempre estará.

Mais um ano se passou, mais um aniversário seu… mais uma vez o presente está atrasado, mas você sabe, presente atrasado é muito amor! =P

Sempre tenho várias coisas para te entregar e sempre me esqueço, porque na verdade eu só penso em te abraçar e beber com você e falar da vida.. e tocar o sino, claro! hahhahaa

Nunca me esqueço, de nada, de absolutamente nada, nem da praia, nem da Lapa, nem de Cabo Frio, nem da montanha, das tardes no horto, nem dos churrascos e almoços e tardes de gargalhadas… ou das cartas rasgadas… ou das fronhas não colocadas… Não vou rimar nada hoje, vou apenas te dizer que a distância continua não me importando. Terei sempre abraços guardados para você, mesmo eu não sendo de abraços.. e mesmo você sendo antipática. he he

Sim, sinto falta, sinto muita falta mesmo.. dizem que isso se chama “saudades”, eu acho que se chama “vontades”.. Vontade de que tudo seja como antes, mas sabemos que nada será como antes.. Difícil ficar longe. Não sei se isso é ruim ou bom, mas é a realidade. O lado bom é que as lembranças não se vão e a passagem não está cara! Hahahhaha

Feliz aniversário de novo! E.. o presente vai chegar!

Beijos!

 
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Publicado por em 22/09/2012 em Estrambótico Cotidiano

 

Em cabeça fechada não entra nada

Tem gente que não se interessa por nada nessa vida.. conhecimento, respeito, consideração.. isso é tudo coisa do passado. Muita gente aí não se interessa por nada além do próprio umbigo. Querem saber apenas do seu mundinho, sim, mundinho.. se levarmos em consideração que cada um de nós é apenas 1 entre mais de 6 bilhões de pessoas existentes nesse planeta, que gira em torno de uma estrela, que está entre outras 100 bilhões de estrelas na Via Láctea, que é apenas uma das 200 bilhões de galáxias existentes, em um dos universos possíveis. Somos o que mesmo? Nada! Vamos virar o que mesmo? Poeira!

Portanto, não.. o mundo não gira ao seu redor. Portanto, não… você não é a pessoa que mais tem razão no mundo, acredite, e nem a mais importante.

Muitos vivem em seu mundinho insignificante, como todos os mundinhos, e ainda acham que isso é ter opinião. Peraí amigo, opinião é uma coisa que você pode ter quando você tem embasamento e discussão é falar e ouvir. Discussão é troca de ideias, é chegar num consenso, é confrontar pontos de vistas diferentes.

O problema é que as pessoas hoje em dia não querem mais discutir, querem apenas demonstrar seu ponto de vista, não estão abertas a novas ideias, não estão abertas a discussões de verdade. Se aparece alguém com ideias opostas só sabem dizer “Mas essa é a minha opinião, me respeite!” Sim amigo, te respeitarei, mas te respeitarei após uma discussão.

Ahhh.. você pode até falar que prefere o amarelo ao azul, que prefere passar férias na Disney do que em Santos e que isso nunca vai mudar, mas isso é questão de gosto e não de opinião.

Não mudar de ideia e achar que está sempre certo é o primeiro passo para estar sempre errado.

‎Já dizia Raulzito, “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo…”

É como eu digo sempre, em boca fechada não entra mosquito e em cabeça fechada não entra nada.

 
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Publicado por em 27/04/2012 em Estrambótico Cotidiano

 

Efemeridade intransitória

A efemeridade não é mais um estado passageiro. Estamos estacionados nessa vida fugaz. Estamos estagnados nesse vazio de emoções, nessa falta de significado que as coisas têm. Nessa falta de significado que colocamos nas coisas.

Podemos ver essa cultura de massa nos dominando e atravessando gerações, “só queremos nos divertir.. ” E na balada dessa simbologia de percepção distorcida, onde vemos 10 mil livros falando sobre a mesma coisa, onde podemos ouvir centenas de músicas com a mesma melodia, acabamos por nos repetir.. E repetir.. E repetir. “So pra se divertir. “

Mas não são apenas músicas, filmes e livros que estão enlatando por aí, estão enlatando gente! Sentimentos caíram em desuso. O lance agora é se divertir, se divertir, se divertir. Carnaval, micareta, samba, pagode, axé, tudo igual. Peço licença ao Poeta Mário de Andrade para dar um ode a efemeridade”, que não termina mais.

Pra que se dar ao trabalho de falar o Português corretamente, se a gente se entende? Estamos regredindo aos tempos das cavernas.. Aliás, vamos acabar trocando Platão e sua caverna, pelo “mito do trio elétrico”. Porque tentar entender as coisas dá muito trabalho, né? Melhor tirar logo a roupa e poupar os neurônios, cair no samba o ano inteiro.. de preferência que não seja com Pixinguinha nem Noel Rosa, porque esses aí parece que já morreram. 

Vocês conhecem Lamarck? Segundo ele, o princípio evolutivo estaria baseado em duas Leis fundamentais:

– Lei do uso ou desuso: O uso de determinadas partes do corpo do organismo faz com que estas se desenvolvam, e o desuso faz com que se atrofiem. 

– Lei da transmissão dos caracteres adquiridos : Alterações provocadas em determinadas características do organismo, pelo uso e desuso, são transmitidas aos descendentes.

Eu acho que se Lamarck estivesse vivo, criaria ele mesmo a teoria da involução.. baseado nas mesmas leis que criou para explicar sua teoria da evolução.

 
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Publicado por em 31/01/2012 em Estrambótico Cotidiano

 

Acordo a noite, sinto calor. No coração, um vazio.. O que preciso, não acho. Quem procuro, se perde de mim. No final das contas, preciso mesmo seguir sozinha. Durmo o dia..

 
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Publicado por em 29/07/2011 em Estrambótico Cotidiano

 

Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí..

 

 
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Publicado por em 26/07/2011 em Estrambótico Cotidiano

 

“..a beleza que não é só minha…”

Sinal virou farol, biscoito virou bolacha. carteira virou carta, cerva virou breja, Itaipava virou Schin e a praia ficou longe…

Meio fio virou guia, “cara” virou “meu”, “mermão” virou “meu”, “brother” virou “meu”, tudo virou meu! Ah.. e o pão doce, aquele, que não é feito de açúcar.. esse ficou longe..

O tranquilo ficou suave, o nervoso virou Giraya, o complicado ficou embaçado, o relax ficou sussa.. Tudo mudou, menos eu.

Não sento mais ao lado de Drummond, não pego mais a Serra, não vou à Lapa com a Amélia ou vejo o pôr do sol no Arpoador.. Mas isso, isso tudo continua sendo muito meu!

 
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Publicado por em 03/06/2011 em Estrambótico Cotidiano