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Arquivo da categoria: De pai para filha

Diário de um bebê – Décimo segundo mês

A maior emoção da minha vida foi quando consegui ficar de bruços, porque esse negócio de ficar deitado de costas, é muito bom, mas é pro Papai.
Agora estou engatinhando e ouço dizer que muito breve começarei a andar. Eles não perdem por esperar, assim que eu começar a andar, saio de casa.

Criança sofre!

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Preguiça

Estou com vontade, preguiçosa
De pegar meus nervos
E fazer uma rede para me deitar,
E fechar os olhos
Como que cansado de olhar,
E dormir
Mas dormir emaranhado
Para que não possa sonhar.

Estou cansado, cansado
Esgotado de tanto trabalhar,
Como um barco solto
Sem leme ou vela
Sem nada,
No doce sabor inconstante
Das ondas do mar.

Preguiça até de encostar a vida num canto
Para descançar,
E soltar-me em mim mesmo
E soltar-me e cair
E deixar-me ficar,
Sem ter vontade ao menos de levantar
Esgotado fisicamente
Menos para te amar.

(Paulo Fernando Sandres)

 
 

Diário de um Bebê – Décimo primeiro mês


Muito constrangedor é quando deixo a sopa no prato, só pela cara da mamãe já sei que o preço dos legumes subiu de novo.

Coisa que não entendo é que todo mundo concorda que não se deve bater em criança, mas bem que de vez em quando, me dão umas palmadas.

Não quero crescer nunca, acho gente grande muito nervosa…

 

Diário de um bebê – Décimo mês


Coisa que não gosto é quando chegam visitas, entram no meu quarto para ver se estou dormindo e ficam falando baixinho que estou acordado. Depois vem outro e diz que estou dormindo. Depois vem outro e diz que estou acordado, porra, ninguém se manca? Pois com todo mundo cochichando eu não consigo dormir!

 
 

Diário de um bebê – Nono mês

Não adianta ficarem dizendo na minha cara, “Mamã” e “Papá”, porque o certo é “Mamãe” e “Papai”.
As pessoas grandes ensinam a gente a falar errado porque acham que é mais engraçadinho. Depois eu sei o que acontece, de tanto a gente falar errado, eles acabam mandando a gente pra escola, pra aprender a falar direito…

 

Diário de um bebê – Oitavo mês

Aqui em casa todos acreditam nos livros que ensinam “como cuidar do bebê”, mas nenhum médico nunca me consultou do que gosto e do que não gosto, pois quando eles escreveram seus livros eu nem tinha nascido…
Seguir estatística é nisso que dá: Quem entra pelo cano, sou eu!

 
 

Diário de um bebê – Sexto mês


Não gosto do meu pediatra, gosto da noiva dele.
Não é fácil, todo mês receita um monte de sopas que eu detesto e outro monte de remédios que quem detesta é a mamãe.

Só gosto daqueles bagulhinhos que ele sempre traz na mala, mas toda vez que seguro pra colocar na boca, ele tira da minha mão e enfia no meu ouvidinho, aí eu abro a boca…